segunda-feira, 2 de julho de 2012

Ariranha




A ariranha encontra-se em rios tropicais da América do sul. Principalmente no Brasil, nas guianas e no Peru. No Brasil o maior grupo está na Amazônia e no pantanal.

Ela pode chegar a 1,8 metros de comprimento e pesar 40 quilos para os machos e 1,6 metros pesando 28quilos para as fêmeas. A ariranha se alimenta de peixes, pequenas cobras e pequenos jacarés, por ser topo de cadeia alimentar ela não possui predador em seu habitat. Ela passa maior parte do tempo na água, mas sua reprodução ocorre em terra e onde ela cria os filhotes dentro de tocas.

As ariranhas encontram-se ameaçadas de extinção devido a vários fatores. Entre eles a caça devido a sua pele, a destruição de seu habitat e contaminação de metais pesados. Os dois últimos devem-se ao fato da grande exploração mineral na área. A contaminação, principalmente por mercúrio, ocorre de forma indireta ao ingerir peixes contaminados.

No Brasil as ariranhas encontram-se protegidas por lei ambiental por seus principais recintos encontrassem em áreas de preservação ambiental. Acredita-se que as ariranhas são animais violentos, mas não existem relatos de ataques na natureza. Em cativeiro um bombeiro foi atacado e morto por um grupo de ariranhas por ter entrado em seu território.  



mogno



O mogno é encontrado em alguns países da América do sul e em alguns estados brasileiros como: Acre, Amazonas, Pará, Rondônia, Tocantins, Colômbia, Costa Rica, Dominica, Equador, Honduras, Panamá, Peru e Venezuela. No Brasil sua maior ocorrência é no sul do Pará.

O mogno é uma arvore grande podendo atingir 30 metros de comprimento e seu caule pode atingir 80 centímetros de diâmetro. Ele é considerado uma arvore de madeira nobre, pois sua madeira é usada para produção de moveis e de instrumentos musicais.

Por ser uma árvore grande e se encontrar em lugares de floresta densa a extração do mogno é um dos principais responsáveis para o desmatamento da floresta amazônica. Apesar de sua extração ser proibida por lei o mogno é uma das principais madeiras extraídas da floresta amazônica. Sua plantação de monocultura em larga escala também é proibida, pois a arvore atrai uma lagarta característica que destrói a plantação. 







castanha do pará.


A castanheira do Pará apesar do nome ocorre em vários estados brasileiros como Acre, Amazonas, Pará, e Roraima entre outros, além de alguns países da America do sul. Ela é uma arvore grande, que pode chegar a 50 metros de altura e seu tronco pode chegara 2 metros de diâmetro. As castanheiras tem um período longo de vida podendo chegar a 1000 anos.

A castanheira do Pará é famosa pelo seu fruto: a castanha do Pará. O fruto por ser rico em selênio acredita-se que seja bom para prevenir câncer, alem de ser usado em doces, sorvetes, na forma de farinha ou torrada. Do fruto extrai-se o óleo que é usado para fazer tintas e  é aproveitado também pela industria farmacêutica.

Ela encontra-se ameaçada de extinção e sua extração é proibida no Brasil, Bolívia e Peru. A castanheira é uma arvore que esta ameaçada porque alem do fruto sua madeira tem alto valor comercial por ser considerada de boa qualidade. A arvore costuma ser encontrada ao longo de rios o que contribui para sua ameaça uma vez que muitos rios sofreram com a ação humana, alem do desmatamento para a abertura de estradas.

Outra característica marcante no fruto é a dificuldade de abri-lo, alem do difícil plantio. Veja o vídeo na reportagem do globo rural para aprender como se planta uma castanheira do Pará. http://www.youtube.com/watch?v=my6SElVciQM&feature=related

Pau-Rosa


O Pau-Rosa é uma árvore nativa da Amazônia. No começo do século XX ela podia ser encontrada por toda a Amazônia, mas devido à extração irregular hoje ela é encontrada apenas nos arredores de Manaus.

Do pau-rosa extrai-se o linalol que é muito utilizado pela indústria farmacêutica para fixar o aroma. O pau-rosa pode chegar a 30 metros e para extrair o linalol era necessário cortar a arvore toda. Atualmente existem estudos que tentam retirar o linalol apenas de galhos e folhas. A técnica que o IBAMA tenta implantar é que não se corte a planta desde a raiz, deixando 1,5 metros, que dentro de 3 ou 4 anos a planta pode regenerar-se.

Ela está ameaçada de extinção desde 1992 quando o IBAMA a colocou na lista das plantas ameaçadas de extinção. A partir de um programa de reflorestamento foram criadas leis que proíbem a extração de pau-rosa, mas o programa nem sempre é cumprido devido ao alto valor das mudas de pau-rosa.

O Pau-rosa é conhecido por ser um dos principais componentes do perfume Chanel nº5, um dos perfumes mais famosos da indústria farmacêutica. Para mais informações veja o vídeo da TV cultura em: http://www.youtube.com/watch?v=gIXCyiDQqCY.